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Prefeitura anuncia investimento de R$ 26 milhões,
mas emergências continuam fechando


Dessa vez foi na Ilha do Governador. Pacientes que procuraram socorro na emergência do Hospital municipal Paulino Werneck na manhã de ontem, encontraram os portões fechados e a informação, num cartaz colado na porta, de que somente os casos mais graves seriam atendidos.

O Conselho Regional de Medicina, Cremerj, até instaurou sindicância para apurar porque não havia médicos na unidade, contrariando resolução da entidade que torna obrigatório um número mínimo de médicos e equipamentos em cada plantão hospitalar. De acordo com o Conselho, um Hospital como o Paulino Werneck deve ter, obrigatoriamente, dois clínicos gerais, um cirurgião, um pediatra, um ortopedista, um anestesista e um obstetra. Na manhã de ontem não havia sequer um médico, segundo informações de funcionários do próprio hospital.

Secretaria admite falta de pessoal

No último domingo, em Botafogo, na zona Sul, o Hospital Rocha Maia fechou os portões por falta de médicos e pessoal de apoio. Pacientes que chegavam à unidade eram orientados por seguranças a procurar a UPA de Botafogo ou o Hospital Miguel Couto, na Gávea.

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde admitiu que a saída recente de profissionais obrigou o Rocha Maia a atender somente os casos mais graves mas que o Paulino Werneck trabalhou com capacidade máxima e grande número de pacientes. A Secretaria informou ainda que um novo concurso, autorizado semana passada, está oferecendo 1.700 vagas para médicos de diversas especialidades.

A prefeitura do Rio afirmou que R$ 26 milhões estão sendo investidos na construção de nova unidade hospitalar na Ilha, com cem leitos para atender a diversas especialidades.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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