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Projeto quer resgatar familiares de
filhos separados dos pais por doença


Por força de uma lei de 1949, que obrigava os portadores de hanseníase – doença então conhecida como lepra – a irem para isolamento obrigatório, cerca de 40 mil crianças e bebês foram separados dos pais, internas em educandários ou levadas para adoção. Hoje, graças ao Programa de Identificação de Familiares Separados pelo Isolamento Compulsório de Pessoas com Hanseníase, aquelas crianças têm a chance de reencontrar os familiares dos quais foram obrigados a se separar.

Inspirado no movimento das “Avós da Praça de Maio”, na Argentina, o projeto, lançado pelo Morhan – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, está cadastrando pessoas no Brasil todo para submeterem-se a exame de DNA e tentar identificar parentes que ainda possam ser localizados. Só no Rio de Janeiro, 1.200 pessoas já foram cadastradas. A coleta de material é feita na Fiocruz – Fundação Instituto Oswaldo Cruz, em Manguinhos.

Isolamento apesar da cura

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa e curável que ataca normalmente a pele, olhos e nervos. Seu primeiro tratamento surgiu na década de 40. Hoje, o tratamento é feito pelo SUS e dura de 6 meses a um ano.

Em 1949, foi instituída a lei nº 610, que determinava o isolamento compulsório dos doentes em hospitais-colônias ou em domicílio. Em 1976, o Ministério da Saúde proibiu a prática do isolamento, além do uso do termo ‘lepra’ e derivados em documentos oficiais. Segundo o Morhan, a prática da internação compulsória durou até 1986.

Hoje, o governo federal concede pensão de R$ 750,00 como indenização a ex-portadores que foram isolados até 1986. Já são cerca de 8.000 indenizados.

(Com informações do jornal O Dia)


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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