Prefeitura do Rio inaugura Memorialem
homenagem a vítimas da ditadura
Imposta à nação pela ditadura militar, a Lei de Anistia impede a punição de agentes do Estado que cometeram crimes contra cidadãos sob sua custódia, os chamados presos políticos desaparecidos, torturados ou mortos. Nada impede, porém, que as vítimas do regime de exceção sejam lembradas para evitar que fatos como aqueles não aconteçam novamente.
Na manhã deste domingo, dia 11, foi inaugurado pelo vice-prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Muniz, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, parte das obras do Memorial dos Presos Políticos da Ditadura. A inauguração contou com representantes do grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e familiares e amigos dos mortos ali identificados.
O projeto foi idealizado pelo grupo Tortura Nunca Mais/RJ e é composto por 14 totens com os nomes de 14 militantes políticos assassinados entre 1971 e 1973 durante a luta pela restauração do estado de direito. Os homenageados são:
Almir Custódio de Lima; Getulio D’Oliveira Cabral (PCBR): 1942-1972; José Bartolomeu Rodrigues de Souza;
José Gomes Teixeira; José Raimundo da Costa; José Silton Pinheiro; Lourdes Maria Wanderlei Pontes; Luiz Guilhardini; Mario de Souza Prata; Merival Araújo; Ramires Maranhão do Valle; Ranusia Alves Rodrigues; Vitorino Alves Moitinho; Wilton Ferreira.