Rio de Janeiro se mobiliza em defesa dos royalties
Empregados, empregadores, parlamentares, prefeitos e representantes de entidades de classe, estiveram juntos na manhã dessa segunda-feira com o governador Sérgio Cabral, no Palácio Guanabara, em reunião preparatória para a manifestação “Contra a Injustiça - Em Defesa do Rio”, que acontecerá nesta quinta-feira na Candelária, centro da cidade. Na presença dos presidentes da Alerj, deputado Paulo Melo e do Tribunal de Justiça, Manoel Rebêlo dos Santos e representantes de entidades da sociedade civil, o governador Sérgio Cabral declarou esperar mais de cem mil pessoas na manifestação de quinta-feira que, segundo o governador, “será uma demonstração do povo do Rio de Janeiro em defesa dos seus direitos”.
Perda dos royalties pode custar 1 milhão de empregos
O presidente da Federação do Comércio do Rio (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, no encontro preparatório para a manifestação “Contra a Injustiça - Em Defesa do Rio”, afirmou que o Rio de Janeiro poderá perder cerca de 1 milhão de empregos caso seja aprovada a redivisão dos royalties do petróleo. “Será um impacto danoso para a economia do estado”, afirmou Orlando.
Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, manifestou temor de que a perda dos royalties possa comprometer até a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Para Nuzman, é necessário que sejam mantidas as garantias oferecidas em 2009, em Copenhagen, quando o Rio de Janeiro foi escolhido sede dos jogos.
Autoridades querem veto de Dilma
Cerca de 200 autoridades presentes no auditório do Palácio Guanabara, convocadas pelo governador Sérgio Cabral, pediram que a presidente Dilma Rousseff vete a lei que retira do Rio de Janeiro mais de 80% dos royalties a que tem direito pela utilização de seu território na exploração do petróleo, caso seja aprovada na Câmara dos Deputados. Cabral afirmou que “o Rio de Janeiro não aceitará a violação de seu direito legal”.